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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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COMIDA EM PÓ FEITA COM PRODUTOS FORA DE PRAZO PODE AJUDAR A ACABAR COM A FOME NO MUNDO

Mäyjo, 18.01.17

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Todos os anos, os consumidores globais desperdiçam 1,78 mil milhões de toneladas de alimentos – o equivalente a €680 mil milhões de perdas económicas, de acordo com as Nações Unidas. As duas principais razões para que tal aconteça estão ligadas ao consumo sem sentido: ou compramos coisas que depois não usamos ou preparamos alimentos que depois não consumimos.

 

Qualquer que seja a causa para o desperdício alimentar, ela deve ser erradicada. Para responder a este ciclo vicioso, um grupo de estudantes criou o FoPo, um marca de comida em pó que recolhe produtos perto do prazo final de validade e pulverizam-nos até que fiquem secos e em pó, o que lhes permite prolongar a sua vida útil por dois anos.

A ideia foi desenvolvida por Kent Ngo, um estudante sueco de engenharia, e pelo estudantes de design de produto e inovação alimentar Gerald Marin e Vita Jarolimkova, em Dezembro de 2014. Duas outras colegas – Lizzie Cabisidan e Ada Balazy – juntaram-se mais tarde ao projecto.

“Não estamos a criar um novo produto ou tecnologia, mas sim a criar valor a partir da ineficiência do sistema alimentar”, explicou Marin ao Mashable. “A inovação do nosso negócio é o facto de recebermos as frutas e vegetais cujo prazo de validade está a expirar”.

Para já, o pó tem três sabores: banana, manga e framboesa. Na calha está o sabor de ananás. Todos retêm entre 30 a 80% do valor nutritivo do fruto, de acordo com a empresa, e podem também ser colocados no topo de iogurtes ou gelados e utilizados na confecção de bebidas.

A FoPo tem tido algum sucesso em conferências dedicadas às startup ou desafios de novas empresas – recebeu um investimento de crowdfunding do Bem & Jerry’s Join Our Core, por exemplo, e ficou em segundo na Thought for Food.

Segundo a nutricionista Susan Tucker, citada pelo Mashable, a comida em pó pode ser importante em situações ligadas a desastres naturais, fome ou até no campismo.

 

FRANÇA: CAMPANHA A FAVOR DA FRUTA FEIA AUMENTA EM 24% VISITAS A LOJA

Mäyjo, 15.01.16

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As frutas feias do Intermarché

A terceira maior cadeia de hipermercados de França, o Intermarché – também presente em Portugal – acabou de lançar uma campanha para reabilitar a fruta feia ou assimétrica. Segundo a campanha, mais de 300 toneladas de frutas e vegetais são desperdiçados na União Europeia, todos os anos, devido ao seu aspecto imperfeito, e cabe ao consumidor mudar esta estatística.

Em 2014, por outro lado, celebra-se o Ano Europeu contra o Desperdício Alimentar, e o gigante do retalho alimentar pretende sensibilizar os consumidores para o facto de as frutas e vegetais feios serem tão ou mais saborosos que os outros.

A campanha inclui uma cenoura e uma clementina deformadas, uma “laranja horrorosa” e um “limão falhado”. “Sim, sabemos que não és perfeita. Mas ser perfeito é uma chatice”, explica uma voz, no anúncio televisivo, à clementina. A campanha foi desenvolvida pela Marcel Paris, uma das mais conceituadas e premiadas agências de publicidade francesas.

Em termos operacionais, o Intermarché colocou frutas e vegetais ditos feios em várias ilhas das lojas. Segundo a empresa, eles foram adquiridos a agricultores que, normalmente, os atirariam para o lixo. Os produtos receberam também a sua própria marca e listagem diferenciada na factura.

Segundo a Marcel Paris, a campanha originou um aumento de 60% no tráfego da secção de frutas e vegetais do Intermarché – e um aumento de 24% nas visitas da loja.

É verdade que esta ação do Intermarché, ainda que resumida apenas a França, é de louvar. Mas não é menos verdade que terão de ser os super e hipermercados a colocarem o tema do desperdício alimentar na agenda dos consumidores – e não estes a fazê-lo.

 

 

Convite para iniciativa inédita de democracia participativa

Mäyjo, 20.11.15
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Numa altura de incertezas políticas quanto ao futuro do país, a Oikos lança uma iniciativa inédita de democracia participativa, através da rede social “Airesis”.

A Oikos criou seis Comunidades Virtuais de Prática (CoP), orientadas para a influência de políticas públicas que contribuam para a criação de uma Estratégia Integrada de Segurança Alimentar e Nutricional, em Portugal.

Esta plataforma é uma rede social aberta, especializada na promoção da democracia participativa (e-democracia), criada por programadores italianos, e adaptada pelo projeto Integrar para Alimentar para a realização das CoP e outras iniciativas de debate da sociedade civil portuguesa.

A Oikos convida então à participação de toda a população portuguesa a debater ideias e fazer propostas concretas participando numa ou mais das seis Comunidades: Acesso à Alimentação, Sistemas Alimentares Locais e Circuitos Curtos, Desperdício Alimentar, Nutrição e Saúde ao Longo do Ciclo de Vida, Qualidade, Normalização e Certificação dos Alimentos e Sustentabilidade dos Padrões de Produção e Consumo.

Para participar basta efetuar um registo simples, clicando nos links das CoP acima transcritos e no menu “Junte-se a nós” no canto superior direito. Depois de estar na Comunidade de Prática pretendida, só tem de pedir para fazer parte do grupo (ver imagem aqui) e esperar que seja aceite (no máximo poderá demorar 24h).

Após ser aceite no grupo poderá participar de várias formas: através de criação de propostas; fazercomentários às propostas existentes; participar no Fórum onde serão discutidos assuntos relacionados com o tema da CoP em questão.

Para saber mais sobre como participar nas Comunidades de Prática, aceda ao Tutorial.

Os resultados e propostas destas CoP serão apresentados numa Conferência de Alto Nível a realizar na segunda quinzena de Janeiro de 2016, e para a qual serão convidados os principais decisores políticos das seguintes áreas sectoriais: Agricultura, Ambiente, Educação, Saúde, Economia e Segurança Social.

O convite à participação nas CoP é, por maioria de razão, extensível aos deputados da Assembleia da República, mas contará com a participação de um vasto leque de atores, cidadão empenhados, académicos, agricultores, colaboradores e voluntários de ONGs e IPSS, empresas, funcionários púbicos.


Ficamos a aguardar a sua participação!


Esta iniciativa ocorre no âmbito do projeto "Integrar para Alimentar", uma iniciativa da Oikos – Cooperação e Desenvolvimento, em parceria com a Direção Geral de Saúde e o Instituto Superior de Agronomia (Universidade de Lisboa), financiado pelo Programa Cidadania Ativa, da Fundação Calouste Gulbenkian, no âmbito do Mecanismo EEA Grants.
 

ALIMENTOS SERÃO OS MAIS SACRIFICADOS COM AS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

Mäyjo, 05.10.15

Alimentos serão os mais sacrificados com as alterações climáticas

Quando pensamos em alterações climáticas, a primeira coisa que nos vem à cabeça são os fenómenos extremos. E ainda bem que temos essa noção, uma vez que estes fenómenos serão cada vez mais constantes. Mas este não é o único perigo decorrente do aquecimento global.

Os alimentos também serão sacrificados – na verdade, e de acordo com um estudo publicado na revista Nature, eles já estão a sofrer com os efeitos da mudança climática. Assim, as plantas que fornecem à população mundial grande parte de seu consumo diário de zinco e ferro terão quantidades reduzidas destes nutrientes com os níveis elevados de CO2 previstos para 2050, de acordo com o trabalho de cientistas israelitas.

Dado que cerca de duas mil milhões de pessoas sofrem, actualmente, de deficiência de zinco e ferro, resultando em 63 milhões de mortes ano por subnutrição, a redução destes elementos representa uma série ameaça.

Alguns estudos anteriores de crescimento de colheitas em estufas e câmaras com níveis elevados de CO2 mostraram redução de nutrientes, mas foram criticados por usarem condições artificiais.

Por outro lado, explica o Planeta Sustentável, as experiências que utilizam o chamado enriquecimento de dióxido de carbono tornaram-se o padrão, por permitirem que as plantas possam ser cultivadas em campos abertos com níveis elevados de CO2. Ainda assim, estudos com este método usaram amostras de pequeno tamanho e foram inconclusivos.

Itai Kloog, da Universidade Ben Gurion, em Israel, fez um exame de sete locais – no Japão, Austrália e Estados Unidos – com concentrações na casa das 546-586 partes por milhão (ppm). Ele e a sua equipa testaram as concentrações de nutrientes nas partes comestíveis de trigo, milho, sorgo e soja, além de ervilhas.

Os resultados mostraram uma queda significativa de zinco e ferro e de proteínas no trigo, com variações dependendo do local, na faixa dos 5.1%, 6.3% e até 9.3%. Os nutrientes também sofreram diminuição no caso de legumes, segundo o Triple Pundit.

Foto:  camy west / Creative Commons

CIENTISTAS DESCOBREM MANEIRA DE PRODUZIR FRUTA DE TAMANHO GIGANTE

Mäyjo, 05.08.15

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Quando no século XVI os exploradores espanhóis trouxeram para a Europa os primeiros tomates domesticados, provindos da América Central e do Sul, este fruto tinha um tamanho gigantesco quando comparado com as variedades selvagens do fruto.

Ao tentarem perceber como o tomate foi domesticado, os cientistas descobriram uma maneira de tornar todos os outros frutos maiores. A descoberta foi feita através do estudo de duas estirpes de tomates geneticamente modificadas, que tinham muitos ramos na parte superior do tronco e que produziam frutos extremamente fecundos.

O tamanho dos frutos e outros traços dependem do que acontece na parte superior do tronco, numa zona conhecida por meristema. O meristema é o tecido celular constituído por células indiferenciadas e encontrado em zonas da planta onde o crescimento pode ocorrer. Estas células indiferenciadas dividem-se para formar mais células estaminais ou para se tornarem em células especializadas, dando origem por exemplo a estruturas como o carpelo – os órgãos das plantas que produzem as sementes. Os tomates selvagens têm dois compartimentos de sementes; os domesticados podem ter oito ou mais.

Durante a investigação, os cientistas descobriram um mecanismo de controlo do tomate que envolve dois genes, um para estimular a produção de células estaminais e outro para manter a produção em ordem. A falta do último gene, chamado CLAVATA3, faz com que os tomates fiquem maiores e mais redondos, escreve aScience Mag. A descoberta foi descrita num artigo publicado na revista cientifica Nature Genetics.

A proteína deste gene requer uma cadeia de três moléculas de açúcar para funcionar bem e, diminuindo o produto desta cadeia obtém-se fruta cada vez maior, indicam os cientistas. Uma vez que este mecanismo de regulação existe em todas as plantas, a equipa de investigadores indica que existe a possibilidade de os produtores manipularem o gene para melhorar a fruta e aumentar o seu tamanho.

Foto: Lufa Farms / Creative Commons